Sou amante da poesia e dos animais, principalmente dos cães. Aliás, se tivesse que priorizar, os cães estariam em primeiro lugar.
Escrevo há bastante tempo, porém, e isso tenho muito me cobrado, não com a constância que gostaria e deveria.
Confesso estar muito inconstante; diria, até, relapso. Porém, como nem tudo está perdido, tomei a férrea decisão de mudar esse, digamos, status quo negativo, procurando assim melhorar o meu score poético.
Tenho os meus poemas mais longos, pero no mucho, metrificados, rimados ou não; e os livres e brancos.
Conheci a poesia marginal e panfletária dos anos 70 e 80; os poetas concretos; a poesia antropofágica (Pau Brasil) de Oswald de Andrade; o Alguma Poesia de Carlos Drummond e os experimentalismos, acredite se quiser, de Manuel Bandeira, portanto, sou uma miscelânea disso tudo.
Atualmente, tenho me dedicado mais à concisão, à chamada, antigamente, poesia minuto, aventurando-me ao minimalismo, aos haikais, às aldravias, aos poetrixes e reverberas-trios. Ou seja, o experimentalismo nunca me deixara.
Para fechar, como disse acima, minha grande paixão sãos os cães. E para comprovar essa paixão, tenho-os na soma de seis! Não, eu não sou um acumulador de cães!
E por amá-los, eu não poderia deixar de comentar sobre a maldade, sobre a violência, sobre a total falta de empatia e amor praticados por verdadeiros monstros transvestidos de adolescentes contra o cão comunitário Orelha!
Caso que chocou o Brasil, com repercussão internacional.
Infelizmente, passados alguns meses e sem um parecer definitivo, parece, intencionalmente ou não, que o caso está caindo no esquecimento!
Por que não criar a Lei Orelha, que venha realmente criminalizar e punir a quem cometa esse tipo de violência contra os animais vulneráveis?
Muito se falou sobre a morte do Orelha e a sensação, que aos poucos se observa, é de que foram palavras ao vento!
Fizeram ouvidos moucos ao Orelha?
Eis-me, não todo!