Minha Confraria
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Meu Poeta de Cabeceira
"Verde que te quiero verde.                    
    Verde viento. Verdes ramas.                
       El barco sobre el mar
          Y el caballo en la montaña".
                             Federico García Marques


Temos todos um poeta de cabeceira, embora muitas vezes nem mesmo tenhamos sequer uma cabeceira. Digamos então no figurado.
Eu os tenho. E a um deles, especial admiração. Aquele cuja maior obsessão era escrever em verde, pois para ele, era a cor da esperança e a maneira pela qual ainda acreditava no futuro enquanto o mundo se acabava em guerra.
Sua obsessão pelo verde era tanta, que conta a história de que teria abandonado um poema inteiro por ter ficado sem tinta da cor que tanto admirava, isso durante a Guerra Civil Espanhola.
Houve um tempo em que, inspirado nele, eu também passei a usar o verde, mas na esperança de escrever como ele.
Tola ilusão. Ele era único, sua poesia, única. Eles eram únicos no meio de tantos grandes nomes.
Atualmente, estou revisando, atualizando e reescrevendo muitos desses meus versos verdes, utilizando não só minha bic azul, como a verde, para manter aquela aura de admiração a ele e, também, de esperança no mundo.
Para encerrar, eu resovi transcrever alguns de seus versos mais famosos:

"Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada
Y tiritan, azules, los astros, a lo lejos".

Pelos versos, muitos o identificarão. Caso, não, deixarei à pesquisa. Valerá a pena.
SoyZé
Enviado por SoyZé em 24/03/2026
Alterado em 26/03/2026
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